DEUS E O FISICO

terça-feira, 27 de abril de 2010



“Ninguém testemunhou o que estava para acontecer.
O “tempo” não existia;
A realidade existia fora do tempo, pura permanência.
O espaço não existia.
A distância entre dois pontos era imensurável.
Os pontos podiam estar aqui ou ali, suspensos, saltitantes.
Entrelaçado em si próprio,
o espaço aprisionava o infinito.
De repente, um tremor;
uma vibração,
uma ordem que nascia.
O espaço pulsava, ondulando sobre o nada.
O que era perto se afastou. O agora virou passado.
O espaço nasceu com o tempo.
Ao falarmos em espaço, pensamos em conteúdo.
Ao falarmos em tempo, pensamos em transformação.
E assim foi.
O espaço borbulhou; o tempo, incerto, iniciou sua marcha.
Da agitação conjunta do espaço e do tempo surgiu a matéria,
expelida de seus poros.
Mas atenção!
Essa não era uma matéria ordinária feito a nossa.
Ela fez o espaço crescer,
inflar, como um balão.
Esse balão é o nosso Universo”




Elaborando uma imagem com uma caricatura infantil, vejo Deus dando uma grande gargalhada ao ler esta descrição.

Ele é o único que não dirá como chicó: "num sei, só sei que foi assim".


Este relato da formação do universo é um trecho do excelente livro do físico Marcelo Gleiser, figurinha fácil em entrevistas e programas de cunho cientifico.
Com cara de bom moço, pagador de suas dividas, só lhe falta os cachinhos dourados. Sem corresponder ao estereótipo do cientista maluco, ele desperta curiosidade por suas posições de vanguarda. Na verdade parece estar na contra mão, meio que nadando contra a corrente, principalmente no que defende em seu último livro "Criação Imperfeita".
O texto tem um lirismo que atrai, e mesmo um leigo (nossa, é meu caso!!) pode viajar na compreensão das ideias a respeito das leis da natureza, reducionismo, teoria das super-cordas, enfim estas coisas-de-doido, que estão na moda.
E sim, alguém que professa ser servo do Senhor Jesus Cristo, pode ler sobre física, sem que isto anule suas experiências e abale sua fé.
Tenho para mim, que neste tempo que vivemos, tudo converge a tal modo, que vira-e-mexe estes cientistas cabeçudos (adjetivo que emprego com carinho) acreditam que, chegaram a "palavra final" ou a explicação definitiva. Alguns chegam a conclusão de que existe uma essência subjacente a toda realidade. Há aqueles que, como supra citado, discordam e defendem que é preciptado acreditar em convergência.

Ora, ora, os físicos pensam que encontraram Deus!!!

É um verdadeiro "balaio de gatos" misturar fé com física teórica?

Neste momento de minha jornada, só posso dizer que encontrá-lO depende da uma revelação, que não está diretamente ligada ao meu querer saber, muito menos a qualquer tipo de empirismo, mas está diretamente relacionada ao querer Dele em se revelar, seja para os que pretendem pesquisa-lO, quanto para mim que quero entender seus propósitos.

Os físicos pensam Deus e que querem decifrá-lO. Melhor seria, ser transformado pelo convencimento total e irrestrito, de que nunca O esquadrinharemos, mas que, mesmo assim, somos alvo de seu Amor desde a eternidade.

No livro em questão a trindade é o espaço, tempo e a matéria.

O homem cria modelos que descrevem a realidade, contudo não são, de fato, a realidade.

Realidade, para mim, é o que Deus diz ser real.

O cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo!! O maior mistério da humanidade foi revelado a muitos.

Quem sabe, em algum momento, nos será concedido ver claramente o que hoje nos é incompreeensivel, mas que, sem desmerecer o empenho da ciência, não passa de adendos.

3 comentários:

Cláudio Nunes Horácio disse...

Cegos, guias de cegos. A ciência tem a pretensão de desvendar a criação sem que saiba nada de seu criador. Aliás não estão preocupados se há um criador, mas tão somente em entender o que não é possível de ser entendido sem que primeiro de tudo haja Deus.

João Carlos disse...

Dri(olha a intimidade... rsrs)

Na época que a Renascer ainda era uma igreja que borbulhava Deus pelos poros (ao menos para mim), tinha um grupo de louvor chamado "Louvor, Arte e Companhia".

Uma das músicas, (a que eu gostava muito) falava assim:

CRIAÇÃO


Sei que nasce o sol
Pois eu sinto o seu calor
Como esta canção também tem o seu autor
Sinto lhe dizer que aquela explosão
Que você insiste em crer
Também tem um coração

É o coração de Deus
Que explodindo em amor
Fez tudo aparecer, fez a matéria se compor
Pois não é fácil crer que uma simples explosão
Fez tudo aparecer com toda essa perfeição, não!!!

A filosofia também tem o seu lugar
Mas, sem irônia, pare um pouco prá pensar
Como é possível conceber a criação sem criador
Se até mesmo você
Foi concebido em amor

Pois o acaso é, na minha humilde opinião
O apelido que Deus usa
Quando não quer assinar sua criação
A sua criação...

Coisa linda minha irmã. Deu até vontade de chorar só de lembrar deste louvor, desta fase mutcho líndia de minha vida.

Pessoalmente creio que todo cientista sério e sem idéias pre-concebidas caminham rumo ao inevitável: A origem disso tudo não é obra do "acaso", um "nada" que de repente decidiu explodir criando tudo o que se vê.

Li um livrinho muito interessante quando me converti chamado "Darwin e Sua Macacada". Neste bichinho o autor brinca com a teoria da evolução de uma maneira que beirava os limites da ironia, o que a meu ver pode até fazer com que quem nela (na teoria) acredita possa largar o livro por se sentir ofendido, MAAAAAAASSSS...

O cara senta a ripa e quebra mil argumentos com a delicadeza de um trator.

Ciência e Deus, um complementa o outro.

Beijos!

JC

Vinicius Morais disse...

Paz!

Concordo plenamente. O homem jamais poderá encontrar a Deus por seus próprios esforços, pois somos de naturezas diferentes.

No entanto, conhecemos a Deus porque Ele decidiu ser conhecido, e fez isso encarnando em nossa natureza, para que pudéssemos ver Sua Glória, como a Glória do Unigênito do Pai.

Deus abençoe!!

Abs,
Vinicius Morais
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