O bonzinho - parte II

sábado, 12 de março de 2011

O mateiro, o cientificamente chamado parataxonimista, é figura importante nas matas acreanas pois coleta  material orgânico da floresta, ele conhece tudo, pelo cheiro.
Pensando sobre o bonzinho, o mateiro é o cara que acha facilmente a carniça no outro, mas raramente encontra as rosas perfumadas. Está sempre convencido de que a carniça do outro é muito mais mal cheirosa do que a dele.
Quando decidimos que a persona (mascara, no conceito junguiano) de bonzinho nos pertence o dedo em riste vira acessório fashion.
Viramos mateiros, a detectar a carniça alheia.
Dificilmente encaramos uma boa briga interna entre o eu e o Espírito de Cristo.

No entanto ai que mora a cura e a libertação de tudo que em nos gera morte, pois o Espírito de Cristo vence qualquer parada, nos convence e nos dobra feito papel, "para o bem daqueles que amam a Deus".
A D.R (discutindo a relação) espiritual nos retira do estado de letargia no qual fomos jogados filogeneticamnte e ontogeneticamnte, no famigerado  lamaçal do pecado.
Só assim podemos dar razão a Deus em tudo, como diz o Caio.
Caso contrário continuaremos reis e rainhas deste castelo decadente  com endereço fixo neste universo egoíco deformado.
Antes da fundação do mundo ele mudou esta história e arquitetou a Solução, para que eu seja livre inclusive de mim mesma.

Muito loco?

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus
                                                                    (1 Coríntios 1:18).

Pois é, este poder é loco mano.

2 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

oi drica, tudo bem?

espero que você entenda o que eu vou dizer (pois tem uma galera do "caminho" que parece pensar que eu que eu sou inimigo da fé, ateu disfarçado de crente, teólogo da letra, etc. ).

muitas vezes nesses anos todos de caminhada cristã eu ficava me perguntando por que os cristãos eram contra alguém "se dizer bom".

explico-me: se alguém dissesse alguma coisa como "mas eu sou um bom pai de família, trabalhador, honesto em meus deveres, procuro fazer o bem ao meu próximo e quando erro, procuro consertar..." o crente logo cortava dizendo, "êpa, peraí, isso não tem nenhuma importância diante de deus pois se você não aceitar a jesus como salvador você vai pro inferno".

todos somos contraditórios. crentes ou descrentes. todos temos em nós a ambiguidade de poder praticar o bem e o mal.

o crente em Jesus continua em essência, com as mesmas potencialidades para o bem ou para o mal. ele erra e acerta e busca acertar como qualquer pessoa "de bem".

decerto, ninguém é "bom" essencialmente, pois até a alma mais pura e caridosa deste mundo traz em si a raíz contraditória e ambígua de ser capaz de praticar o mal; daí jesus ter dito ao jovem rico "por que me chamas de bom"?(?)

o problema não é "ser bom" o problema é jactar-se em sê-lo. isso serve para crentes ou descrentes. quantos jactam-se por serem "escolhidos", "salvos" "detentores da verdade"?

gosto de uma frase de um filósofo que agora esqueci o nome:

"ainda que sua fé se perca, no final o que conta são seus atos"

não foi o próprio jesus que disse: "muitos dirão senhor, senhor..." e "quando fizeste a um pequenino a mim fizeste..."

"fazer a um pequenino" é maior do que ter fé. vide tiago, aquele que lutero não queria por na sua bíblia.

beijos e perdoe este pobre pecador se eu disse alguma coisa contra "a loucura" ou se eu não entendi nada. isso geralmente acontece...

beijos

Cláudio Nunes Horácio disse...

Mulher do céu! E tu ficastes sem escrever por meses?
Se fizer isso novamente eu te mato! kkkk
Beijos.

 

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