A dona moral

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010



Por Moisés Lourenço


Moral dentro Evangelho ou Evangelho dentro da Moral?
Cristianismo é a religião abrâamica que tenta propagar o Evangelho de Jesus Cristo, que por sua vez, de um modo simples e paradoxalmente, incomensurável, reconcilia o Homem através de seu sacrifício “antes da fundação do mundo”.

Devo salientar que a base pétrea do Evangelho não é a moralidade, (“conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento” – Priberam), pois no Evangelho, “o homem moral” e “o homem imoral”, estão na mesma condição. Os dois precisam de conversão em Cristo. A base do Evangelho é a reconciliação que Deus proporcionou e a plenitude da GRAÇA inoculada na disposição do Homem em andar com Cristo, no Caminho Dele e sendo como Ele É, levando em consideração a nossa natureza de “homo sapiens”. Isto é evolução espiritual, em outra palavra: S A N T I D A D E!
Moral é uma convenção de uma geração. E pior, para ser ético, às vezes temos de ser contra a moral. (Ex. divórcio, já foi considerado imoralidade…). Na ética do Evangelho, compreende-se a mobilidade sem a perda da boa essência. Essência essa, perene. Moral é regra comportamental que pode gerar aspereza e/ou mobilidade “conforme a música”. Música esta, que muitas vezes, causa repulsa. Feliz é aquele tem como veias morais, boas regras. A Ética do Evangelho abrange perdão para o homem imoral arrependido e o homem moralmente, correto. Que toda moral seja um reflexo daquilo que se é eterno. E que na evolução das coisas, onde se há a necessidade e a notoriedade de mudanças, que seja feita sem invalidar ou ignorar a Ética do Evangelho, onde começa no andar, ser e aprender com o Mestre dos mestres. Todo o “bom resto” Paulino, Joanino e etecéteras, abrange, como veia moral, normas específicas, culturais e principalmente, o cultivo dos princípios vitais que Deus nos ensinou!

É certo afirmar que no “Caminho”, existem imorais?

Sim.

Explico por quê! Por um motivo simples, os filhos de Deus também, pecam (matam, roubam, etc). Posso seguir a Cristo, porém, nessa jornada, infelizmente, posso cometer, “imoralidades”.

Devemos procurar não viver na “imoralidade”, e se viermos a cometer algo impuro, há um Advogado dos advogados a fim de justificar-nos através do nosso arrependimento. Vivemos numa luta frenética entre a moralidade e a imoralidade. Um dia, somos “morais” e outro dia, somos “imorais”. Com a ajuda de Deus, do próximo e de nós mesmos, vivemos numa evolução contínua a ponto de não cometer mais certos pecados, mas infelizmente, nunca deixaremos de cometer delitos.

Enfim, no Caminho de Cristo, somos moralistas que se imoralizam (devido a fraqueza humana) e imoralistas que se moralizam (devido o perdão e a persistência em ser igual a Cristo)!

Há tantos moralistas que serão salvos quantos moralistas que não serão. Há tantos imoralistas que serão salvos quantos imoralistas que não serão.

É por isso que o correto é afirmar que os verdadeiros filhos de Deus são PECADORES ARREPENDIDOS, e não aqueles que só realizam “atitudes morais”!
Podemos dizer que o sinônimo de Evangelho é “pecador arrependido” e de Cristianismo é “guardião das atitudes morais!”

Digo isto porque o Cristianismo avalia o homem pelo o grau de moralidade, já o Evangelho salva e aproxima os “morais arrependidos” e os “imorais arrependidos”.

Quem são os “morais arrependidos?”
São aqueles que, segundo a lei dos homens, vivem honestamente com a sociedade, mas mesmo assim, se dilui na presença de Deus como alguém que não pode se chegar a Deus.

Quem são os “imorais arrependidos?”
São aqueles que, segundo a lei dos homens, não vivem honestamente com a sociedade, se dilui na presença de Deus como alguém que não pode se chegar a Deus e procura não cometer as mesmas torpezas.
Minha mãe, um dia me disse que eu não deveria seguir a “Homens”, e sim, ouvir a crer na “Mensagem do Evangelho!” Entendi que o “Homem” é o “Cristianismo” (sacralização da moralidade) e a “Mensagem do Evangelho”, é Cristo!

Sigo a Cristo por ser a Palavra Viva e ouço alguns homens que, mesmo dentro ou “fora” do Cristianismo, pregam a “Mensagem do Evangelho”.

João 3:31 “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos.”

Jesus, salva aquele que Nele crê e Nele viver. Quem viver a vida de Cristo, perderá a sua. Mas ganhará um coração contrito, uma alma benevolente, e força para sobressair e/ou sobreviver naqueles tempos de fragilidades, seduções, egoísmos e etc.

Já Cristianismo faz uma “lista das normas” e só aceita os cumpridores, transformando aspirantes do Evangelho em, por exemplo, fanáticos BUSHianos, que apóiam a barbárie, movidos por uma “moralidade” tirânica e que batem a bíblia contra o peito estufado de soberba, afirmando que Deus aprova suas atitudes puramente e intelectualmente demonizadas e ainda se atrevem a dizer que os EUA é “milícia profética e apocalíptica” que representa algo de Deus! É muita arrogância e ignorância! Literalmente, oro: Deus salve a América!

Sem dúvida, grito: Ora, vem Senhor Jesus!


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3 comentários:

João Carlos disse...

Oi apóstola!

Muito boa sacada esta separação entre Cristianismo e Evangelho. Terei que meditar mutcho a respeito...

Beijos!

Pr. JC

René disse...

Amada Apóstola,

Levando-se em conta que esse Cristianismo é aquele de Constantino, que o Caio sempre fala, tá perfeito.

Esse cristianismo constrói um muro, ao redor de si, e só quem escala a "lista de normas", cumprindo-as, é que pode ficar dentro.

A grande vantagem é que o Evangelho fica do lado de fora desse muro, acessível a todos que rejeitam o fardo desse véu de Moisés!

Bj em seu coração e muita Paz!

Rita disse...

Olá Adriana,Paz
Que texto hein, eu amei,essa distinção entre uma coisa e outra é pra pensar muitoooo.
Muito bom mesmo,edificada fiquei,abraço e muita Paz!!

 

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