Religião e medo

sábado, 18 de dezembro de 2010

Gosto de ouvir as ponderações de Leandro Karnal, indico o livro Teatro da fé que analisa profundamente tudo aquilo que os da religião sabem como texto decorado.

Retenho o que é bom, em tudo que leio, ouço e experimento. Desta forma tento não ficar a mercê de condicionamentos e nem refém de predisposições. O que é bom vem dEle, para mim este é o ponto final, sem mais nem menos.

Este video, que tem mais de 1 hora de duração suscitou o incomodo fato de que o cristianismo presta um desserviço a mensagem de Jesus, e como tal concepção se encontra impregnada na consciência coletiva ocidental.

Segundo o curso deste mundo, tudo vai de mal a pior, mas o
Evangelho é revolução, subversão do que está posto.


Tire suas conclusões.







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2 comentários:

Regina Farias disse...

Gostei, não conhecia e confesso que gostei mais dos 30 primeiros minutos, do modo como ele discorre sobre o medo, do apelo do líder religioso para encher a igreja, da certeza de que o medo da ação do demônio e do julgamento fazem pessoas dóceis e robotizadas pela religião.

Sei lá, me frustrou um pokito porque parecia que ele ia dizer algo novo rss

Enfim, claro que ele é mero historiador e ali ele se porta como historiador, daí derruba todos os paradigmas que fundamentam o cristianismo passeando por todas as suas vertentes. Fala da violência usando o nome de Deus nas três principais religiões, que em nome da religião se mata e se salva pra produzir um mundo melhor e tal...

Mas aí coloca questões sobre o medo como invenção do homem para a vida eterna, acredita no esforço pessoal, trata o amor como um fenômeno abstrato e finaliza com a pérola de que a redenção é um desejo e não uma realidade.

Ainda bem que, para contrabalançar, ele fala de forma fascinante sobre a experiência no deserto, cita Francisco de Assis e Tereza d`Ávila com muita propriedade e passa a impressão que há certa simpatia, digamos. rss

"Não me move, meu Deus, para querer-Te/ O céu que me hás um dia prometido/ E nem me move o inferno tão temido/ Para deixar por isso de ofender-te./ Tu me moves, Senhor, move-me o ver-Te/ Cravado nessa cruz e escarnecido./ Move-me no teu corpo tão ferido/ Ver o suor de agonia que ele verte./ Moves-me ao teu amor de tal maneira,/ Que a não haver o céu ainda te amara/ E a não haver o inferno te temera./ Nada me tens que dar porque te queira;/ Que se o que ouso esperar não esperara,/ O mesmo que te quero te quisera." Tereza d`Avila (Trad.Manoel Bandeira)

Na minha opinião - e também retendo o que é bom - o poema traduzido por Manoel Bandeira faz um resumo fantástico dessa palestra sobre medo.

Quem sabe, o palestrante assistindo-se não chegasse a essa conclusão?

Enfim, pode ser viagem minha...

bj

R.

Cláudio Nunes Horácio disse...

Estou baixando o vídeo para assistir em casa, no DVD deitado, estou muito cansado hoje, depois comento. bj

 

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